quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

A Pedra de Dubai


Certo dia você bateu à minha porta para dizer que ia viajar; nada demais, apenas estava tirando um tempinho de férias, para conhecer novos lugares e respirar um ar diferente.

Para um lugar um pouco distante, alguns dias depois você foi; naquelas terras em que o ouro sobe pelas paredes; em que ilhas brotam do mar; em que arranha-céus nem sempre tem lá suas formas convencionais, e nem sempre parecem arranha-céus. São como sonhos de uma terra cercada de construções antigas, de impérios antigos, e de lendas ainda mais antigas.

Ali visitaram reis, princesas, pessoas famosas, ganhadores do Oscar, personalidades, cantores, homens poderosos e até mesmo lunáticos pela arquitetura.

Eis que lhe falo, num lugar tão repleto das invensões do homem, o que poderia pedir-lhe que fosse único para mim.

Talvez uma fotografia, talvez um postal, ou qualquer outra das lembrancinhas lindas que os países dão aos estrangeiros. Mas eu queria algo que ninguém jamais houvesse pedido, que ninguém mais tivesse pensado em pedir; e que seria único sem igual.

Eis que ele, ao visitar as grandiosas praias de areias brancas; que sopram ainda ventos vindos do Egito; e que se dilaceram em meio às areias que sobem dos mares; se acarretou de uma singular pedra ao chão.

Mas não uma simples pedra. Aquela que acredito ter os traços de que jamais poderia lembrar ou decifrar; aquela que por si só representa a unicidade de algo que jamais encontrar-se-á igual.

Porque as pedras nunca são iguais. As flores possuem o mesmo perfume, as lembranças representam uma só figura, os postais são de papel do qual só tiramos atrito.

Mas das pedras tiramos sua rigidez; delas tiramos energia; delas massageamos nossas mãos ao tentar decifrar seus nós e entre nós.

No entanto, ele não voltou a tempo de poder me entregar a pedra; da cidade de Dubai.

Teve que voltar a enfrentar a batalha de dias que sempre exigem dele o melhor; e que o cumpre como fiel escudeiro de seus objetivos.

Mas não me importo; ele salva vidas, e ama isso.

A pedra ainda está com ele; e ela é minha. E enquanto ele ainda se lembrar disso, não vai esquecer o propósito de ter escolhido dentre várias outras pedras, uma que seria ao menos especial para presentear, quem... além dos oceanos, ainda recebe ventos distantes, quiçá ora com o tempo atual, ventos estes vindos de Dubai.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Depois que as flores murcharem...


Ao entardecer de um longo dia, numa rua deserta reprimida pelo calor de um dia ensolarado, e com pequenas aglomerações de chuva; eu estava andando tentando buscar o meio mais rápido de chegar em casa.
Foi quando a poeira da longa rua começou a levantar; ao longe a sombra de uma fumaça espessa aparecia ainda insonora. Logo um barulho de trem tomou conta dos ares quentes e úmidos.
Não bastou muito para que eu pudesse ver o grande trem que chegava naquele instante.
Como sem saber para onde ir; tomei o vagão que abriu repentinamente as portas; decorre que o trem em momento algum parou de andar; e eu poderia cair e ser esmagado por seus trilhos, caso ficasse à mercê do cansaço.
O trem ia depressa após alguns segundos; de dentro tudo parecia correr mais rápido, e rápido. As árvores pareciam crescer; e o céu ora escuro ora claro demonstrava que dias estavam passando.
Pela adrenalina da velocidade, cai ao chão um tanto enjoado, e não tenho lembrança de ter dormido; sei que a um momento abri os olhos e não sabia mais onde estava; nem ao menos sabia como havia chegado lá.
O que eu não tinha percebido é que o tempo havia passado; e eu continuava a ser a mesma pessoa que eu era.
O trem parou. E eu desci.
Não existiam árvores; o solo estava seco; o céu acinzentado. As ruas vazias.
Aquela solidão era tão imensa, tão devastadora que as únicas águas que eu pude sentir, foram as lágrimas salgadas que escorriam pelas minha bochechas; e ao secarem, minha face ficava insatisfeita e voltava a se encher de águas salgadas.
Tocavam os lábios, e caiam ao solo aos montes.
Sem forças, sem energia, o corpo as acompanhou e se derramou ao chão envolto em poeira, tristeza e solidão.
Por vezes tentei me entregar até ser tragado pelo solo, ou esfacelado pelo vento e pelo Sol.
Só que apesar de tudo aquilo; e após algum tempo; a chuva chegou.
Eu acordei novamente, e estava ensopado; ventos fortes e cheias começavam a vir.
Dali pra frente; os ventos trouxeram sementes; que começaram a brotar grandes árvores. As árvores interessavam ao homem, e ele veio buscar madeira. Construiu casas, e a cidade voltou a renascer.
Após alguns meses, a primavera veio; e o calor ameno, ampliou raios de Sol sobre as flores.
Mas, o melhor de tudo isso, é que a ajuda havia transformado tudo em algo melhor; e dentro de pouco tempo; quando as flores murchassem; eu poderia colher os frutos que um dia plantei. E que já não estaria só quando a colheita começasse.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

O que eu quero de mim!


É tão bom acordar de manhã cedo após uma noite bem dormida; aquele sono gostoso que dura exatamente 7 horas e 38 minutos, e que já te bastou para renovar as energias que não foram gastas num dia de folga.

Tomar banho ao som de uma boa música; se vestir e ir para um lugar onde sua mente possa fluir... de dentro pra fora, e particularmente com coisas boas.

No entanto, o dia parece ser bom apenas pra mim; pois as pessoas ao redor estão demasiado preocupadas, demasiado transtornadas.

O motivo? Talvez descontentamento de si mesmo; ou tentando encontrar o porquê de estar numa situação que o outro deveria estar.

A real situação é a seguinte; por que alguns conseguem tanto sem esforço algum, e outras se esforçam a vida inteira e jamais se sentem satisfeitas onde chegam; e acreditam não estar se movimentando nem um pouco.

Acontece que o meu dia começou tão bem; que eu não poderia me deixar abater por tal; apesar de concordar plenamente.

Acho que várias oportunidades passaram e não mais voltar; mas eu retirei o aprendizado delas; e estou buscando elevar minha virtude para conseguir ter a foice na mão desta vez. A foice que não fere, mas a que realiza as nossas vontades.

Afinal, quem não gostaria de alguém responsável, inteligente, que se dedica ao máximo, mas ao mesmo tempo sabe relaxar, respirar e dar risada em meio a um trabalho sério, sem jamais retirar o grau de importância; eu ao menos gostaria de alguém que trabalhasse assim comigo.

O que eles querem eu não sei; mas com certeza o que me conforta é o que eu quero de mim!

Eu quero ampliar minha mente, eu quero saber; eu quero estudar, e estou estudando.

Eu quero crescer, eu quero aprender, eu quero viver, mas nunca deixarei de sonhar.

Se acha que me importo com o que os outros pensam; definitivamente não; eu quero me importar o que eu acho de mim; e sim; o plano corre bem, vamos sempre torcer para que dê certo; afinal eu já sei o que eu quero desse monte de ossos e carne!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A Esfera do Castelo




Certa vez uma jovem alma se perdeu em meio a corredores de dor e sofrimento, sendo obrigada a vagar por rios de lava; tentando achar o porquê de seus sentimentos.


A ignorância de muitos; o desafeto e o interesse de tantos implodiam seus pensamentos; e a levavam a se desencorajar.


Esta jovem alma; apenas uma alma, não importando se Ele ou Ela; vagou por dias a fio tentando encontrar respostas; mas as estava procurando no local errado.


De terras distantes onde os homens choram perante a grandiosidade de pedra, na qual tanto lhes toca; das terras extintas clamadas pela luta, onde o frivor de fé cresce a cada dia; um dia foi encontrado. E agora sim, Ele, que desiludiu a pobre alma, e a fez voltar a viver.


Que com seu cetro de força vital pode resplandecer a luz de uma estrela de seis pontas sobre um rosto sem uma única expressão.


A jovem alma cresceu. E vagando novamente pelos corredores que um dia havia seguido, lembrou de tempos remotos; de dias tristes, mas sem se afetar.


Achou algo logo à frente e colheu a rosa do deserto. Em meio à areia ela nasce; mostrando força e calor; e ainda sem nenhuma gota de orvalho; ela é resplandecente e macia; vermelha como a paixão. Mas certa como a chuva; que quando cai chega ao chão.


E sim, Ele que plantou aquela rosa; em meio a terras áridas; onde a fé ainda quis se estravasar.


A jovem alma correu de volta dos corredores e entrou em seu castelo; trancando as portas para sua felicidade não escapar.


Correndo por entre grandes fitas de cobre ascendeu em vôo perante a grande estátua que segura a esfera azul. A estátua do destino que segura sua vida; e dentro da esfera, pode ver que Ele estava lá.




pra terminar.


Nhaaaaaaaaa!

Apresentação


Bom, como sendo a primeira postagem; não há como deixar de realizar uma apresentação do que pretendo por aqui.

A foice da virtude (virtue sickle) possui o fim específico de expandir pensamentos, das mais diversas formas; seja em fatos reais, ou em contos indiretos; mas demonstrar a real sensação de prever este objeto.

Você pode ter a foice em suas mãos e agir como quiser, justa ou injustamente; bem como pode fugir dela e ser machucado por tal; ou ainda tentar enfrentá-la acreditando que é verdadeiro no que diz.

Tendo virtude, não se valha de paixões ou sentimentos voláteis; e sim de estabilidade e coerência para agir; sem erros, e com precisão.

O poder está em cada um; e não há nada o que se faça que não tenha volta; seja esta boa ou ruim; mas agindo em virtude, sempre chegará ao melhor lado; e quem sabe a uma punição merecedora.