terça-feira, 29 de abril de 2008

Ao som, por um abraço e um beijo


Existem horas que a gente consegue parar um pouco e refletir naquilo que cerca a gente.

São esse momentos que nos fazem repensar sobre todas as nossas ações e objetivos; e de certa forma mexem conosco; nos ascendem a aspirações das quais pensávamos ter enterrado.

Pois é; tais ocasiões nos pegam desprevinidos e acabamos ficando mais abalados do que o normal.

Foi o que ocorreu com aquele que tinha jogado seu coração em um mar de lágrimas, e pensava não poder mais sentir algo por alguém.

Essa pessoa que já sofrera muito a tempos remotos e até estrangeiros, apesar de ser muito inteligente, continuava ser iludida perante as pedras que poderiam ser retiradas. Mais que idiota! Um tamanho tolo que havia esquecido de respeitar aquilo que sentia, e de tentar viver um pouco mais, sem ter que encobrir para o prévio julgamento dos demais.

Foi quando a única coisa que o acalmava, horas ouvindo algo saudável que não o que quisessem que ele fizesse, que quisessem que ele sentisse, e por quem sentisse; lhe trouxe, ao final, a sua surpresa.

E já era tempo. Ele ainda não tinha ouvido daquela música; muito menos de seu possuidor. Mas resolveu deixar-se conduzir por palavras tão doces e tão fortes que lhe restou pouco tempo para pensar; ou melhor, para sua infortúnia paranóia lhe contraver e impedir que ele conhecesse do músico.

Pois bem, aquele coração que ora estava só; encontrou em meio à multidão aquele por quem havia se intragado num pensamento; mas que além horas se tornaria diferente, e melhor.

Acontece que o músico também era só; e a pessoa se contagiou daquela solidão; se sentindo inflamado por uma tristeza, que refletiu aproveitar dos melhores momentos possíveis.

E não foi apenas um beijo maravilhoso, e uma voz tão doce. Ao se deitar sobre suas espáduas, sentiu-se cada bater de artéria, num silêncio infinitamente calmo, e não barulhento.

E espetacularmente as horas não passaram. Elas conduziram-se em dias e noites, que eram cada vez melhores e mais termais.

E cada sorriso, cada abraço e cada beijo contavam como toques de um anjo. Aquele anjo do qual a música viria a conhecer depois.

Uma música que poderia durar séculos; uma conversa que o fez existir para alguém; e pela primeira vez, alguém o tinha notado para muito mais, que o fez valer por muito mais.

Será que isso era o de se esperar pelos músicos?

Decorre que foi maravilhoso, e jamais ele entenderia o que o tinha encantado tanto.

Se foram os beijos.

Se fora a música.

Se fora leito.

Tudo tinha sido planejado; mas com certeza, a perfeição ocorreu por acaso.

E o mais fabuloso de tudo, é que foi perfeito mesmo; e poderia ter durado por diversas horas mais.

Creio eu, que o músico havia encantado essa pessoa. Mas não, me surpreendi com essa conclusão.

Essa pessoa havia chorado de felicidade e fé por ele. Lágrimas sinceras que a muito não se banhavam em meio às suas maçãs.

Lágrimas essas que torceram por encontros seguintes.

Lágrimas essas que lhe fizeram acreditar que ele não estava mais só. Ainda que isso tivesse ocorrido pelas horas maravilhosas que transcorreram naquele dia.

Ao músico os clarinetes tocam

Aos que ouvem, confluências divinas aspiram em seu silêncio.

Admirai-vos.

Sinta-o.

Traga-o em seus braços; lhe abrace e beije.

domingo, 20 de abril de 2008

Competição {Versus} Versus


Quando era mais novo ia sempre ao colégio para estudar feito um lunático. Mas poxa, eu adorava estudar!

O que acabava me deixando irritado era o fato de certas pessoas nunca estudarem, e as vezes se darem melhor que eu! Nisso tentei rebuscar o melhor da minha mente, para chegar a ser o mais, enfim, o melhor!

Quando me deparei estava extremamente competitivo. Chegava a humilhar os outros que se davam mal, claro quando eu me dava bem; e as vezes se tornavam cada vez maiores. No momento em que eu criei noção, entretanto, era tarde, as pessoas tinham se afastado de mim; mas será por que eu era competitivo demais? Ou por eu não saber competir?

Acabei mudando de colégio e nesse, como andava sempre sozinho tentei fazer o melhor de mim novamente, por mim mesmo. Acabei que consegui ser o melhor aluno do colégio inteiro. Só que dessa vez, ao invés de se afastarem, as pessoas se aproximaram para colherem de minha inteligência, os frutos que não conseguiam adquirir sozinhas.

Partindo do colégio para a faculdade, eu tento ser um pouco menos competitivo, mas não dá, porque a briga agora é comigo mesmo, que não tenho tempo de nada, e acabo não podendo me empenhar os 100% de antes. Os 100% de agora são apenas 80% de antes.

Onde eu estaria se aproveitasse mais de mim?

Estaria competindo novamente? Estaria isolado novamente? Ou tanto tempo de trabalho acabou por me tornar uma pessoa mais agradável?

Chega de questionamentos!

O rei parte do tabuleiro quando todos os demais já foram estancados para sua proteção. Sei que não deixarei provocarem um xeque-mate!

Isso seria demais para mim, que viria a ter uma forte queda, mas com certeza voltaria mais forte para acertar as contas.

Vingativo? Que nada!!! Isso é apenas um jogo.

Deixei de ser competitivo para ver as coisas acontecerem, e tentar me encaixar neste tabuleiro.

E agora você olha para esse grande xadrez e vê muito mais que um curto cibernético VIu?

Me inspiraste com tuas quadriculações para falar sobre um tema instrínseco a mim; o fato de eu ser competitivo comigo mesmo; de ser extremamente exigente comigo mesmo.

Assim você me conhece um pouco melhor; e fica tranquilo versus, não só significa contra, mas contrário; e o meu verso é bondade.


Foi dada a largada!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Da Loucura Paranormal


Em suma com as psicoses abstratas de cada ser paranormal

Rego meus sonhos com vibrações

Ataco minhas ilusões com profundidade

E creio que me sinto bem


Não caberia postergar meu espírito à entidade que criei

Pois sou muito mais que esse Poltergeist!

Sou louco por minha natureza

Transcorro reverberações de meu ser


Não quero analisar mais minha mente

Quero liberar minhas fruições

E fazer o poder avançar


Colheres se rompem

Garfos que se partam

Espíritos voláteis

Energia Crucial


Não quero sentir a imagem do monstro

Eu o controlo com minha força


Minhas loucuras o criaram

Eu era maltratado e tive que me estripar

Aquele ódio sugou meus olhos

E eles perderam a cor

Minha boca foi trancafiada em linhas

Mas mesmo assim eu fui dotado de mãos

Para arrebatar uma força desconhecida

E abrir minha fala


Quero que me ouçam

Quero que me vejam

Ainda que eu levite

Ainda que eu não seja normal


Eu não vim aqui para ser só mais um

Que eu acabe num hospício

Num hospital

Ou a quinze metros abaixo da terra, queimado vivo e xingado de herege

Eu sei que em tempos serei lembrado

Faça-me um mártir e permita que louvem o meu ser


O Senhor de Palavras dita as regras enquanto a foice da virtude estiver em suas mãos

As demais, se contrárias terão voz e voto; mas sofrerão as conseqüências de novos períodos inférteis; de novas eras de desprazer; de novas vidas controladas; de novas idades obsoletas em pessamento, e miseráveis em poder paranormal.

Sobre o apoio a quem merece


Todos nós somos seres humanos feitos de carne e mantidos por um cérebro não muito lá confiável; porque ele não está ajustado e programado; exatamente por isso que somos humanos; e não robôs.

Dessa forma, nosso cérebro pode nos tornar pessoas loucas, bem como pessoas certinhas; psicopatas, médicos, suicidas, drogados, flagelados, flageláveis, prudentes, ímprobos, materialistas, humildes, fúteis, preguiçosos, raivosos, superdotados e até mesmo paranormais.

Reflito que a paranormalidade é grandiosa obra para um outro tópico.

Dentro desse meio de insanidades e imprudências muitas vezes julgamos as pessoas e falamos. Malditos que todos vocês terminem pior do que já estão e se resolvam sozinhos.

Eu acredito em segunda chance, e até em terceiras, quartas e quintas chances, desde que a pessoas apresente um pouco de melhora ou vontade de mudança. Tudo isso é muito importante, e não pode ser separado, por via de nos tornarmos falsos amigos.

Quem ajuda não nega a próxima, desde que essa não se torne mera dicídia ou imbecilidade do ajudado. Não podemos encarar o amigo que se aproveita; este realmente não precisa de ajuda.

Falo dos amigos que precisam de nossa ajuda; e ainda aqueles que não são nossos amigos e precisam dela do mesmo jeito. E você podendo, por que não ajudar?

Certa vez um amigo meu se viu em meio a uma desgraça econômica, e entrou por um meio no qual muitos não saem; o meio de drogas que quebram as nossas mentes e nos fazem vomitar aquilo que não está na nossa essência.

O pior não é ver alguém se distruir assim; e você querer ajudar, e a pessoa não querer. Estava disposto a se afundar a se contaminar em meio a mais e mais toneladas de drogas em seu corpo; tentanto analisar até que ponto os pulmões ou a sua vida aguentaria; mesmo porque não tinha qualquer valor sobre ela, não a prestigiava, a tinha entregado a visões maléficas de uma vida distorcida.

Esse precisava de ajuda e não a quis. Quem sabe se tivesse a aceitado as coisas teriam sido diferentes para a vida dele; que pelo que eu saiba não tem sido boa, na verdade não sei se ele ainda é dotado de vida.

Um caso que me chama muita atenção é o da cantora Amy Winehouse. Que primor que é a sua voz! Algo simplesmente inacreditável, músicas das mais profundas, com inspirações próprias dela, já que todas foram compostas por ela; e com uma singularidade simplesmente perfeita. O seu estilo, a sua música, o seu dom é único, e creio que jamais haverá alguém que possa substituir o nome de Amy Winehouse.

Simplesmente acho injusto que ela se distrua em meio às drogas, apesar de que desde o Grammy 2008 ela apresentou grandes melhoras, e finalmente aceitou ir para a clínica de reabilitação! And I say yeah, yeah, yeah!

Essa mulher vale a pena ser salva; e eu gostaria de ser seu amigo para poder ajudá-la; mas creio que seus fãs pelo mundo inteiro correspondem a uma massa unida que torce por sua recuperação e pelo retorno de seu corpo sadio e de seu rosto repleto de brilho e poesia.

Cada um de nós deveria olhar mais ao próximo, não só aquele que é entendido como o pobre, o doente; mas sobretudo as milhares de pessoas loucas e psicóticas que estão assim exatamente por nunca serem ouvidas.

Posso falar isso porque também sou um louco e psicótico, mas que comecei a falar comigo mesmo para conseguir me controlar dos flagelos, do suicídio, da morte, da amargura e de um final incerto que eu presenciava ter.

As coisas não são como parecem, nós que complicamos tudo. Podemos simplificar desde que queiramos isso. E, sobretudo, conseguiremos alcançar tudo o que desejarmos, desde que não esqueçamos que não estamos sós nesse mundo, e se ainda você abraçar suas pernas embaixo de um chuveiro quente, e se questionar por que você se sente só num mundo de 6 bilhões de pessoas; então você terá entendido que estamos sós porque queremos; e que devemos abrir nossos corações, pois existem pessoas que valem a pena.



quinta-feira, 17 de abril de 2008

Do Limite de Informação


Sobre o caso das últimas semanas, uma tragédia que significativamente comoveu muitas pessoas, acabam para mim sendo algo comum; do qual se eu não estivesse acostumado não conseguiria exercer minha profissão em alguns anos.
Quando um pai mata a filha podemos julgá-lo; incriminá-lo; condizê-lo bárbaro, ou ademais, querer que a justiça se cumpra.
No entanto, o povo brasileiro não se deu conta de sua ignorância de julgar aos outros antes da confirmação de um fato. Nesse mesmo caso as pessoas gritam "assassino!"; querem apedrejar, e a polícia vem à tona para proteger aquele sob prisão preventiva, em medida cautelar, visando segurança na resolução do inquérito.
A quem cabe julgar uma pessoa que mata seu semelhante?
E melhor, a quem cabe julgar uma pessoa que presumivelmente matou seu semelhante?
Para a primeira pergunta a resposta é simples: o Estado!
Para a segunda pergunta a resposta é ainda mais simples: NINGUÉM!
Não venho assegurar direitos de um assassino, mesmo porque esse os tem; venho para assegurar a visão política de uma população ignorante, e que toma medidas por demais precipitadas.
A mãe da garota que não se comoveu com a morte da filha, e que comemorou o seu próprio aniversário tantos dias depois do fato trágico. Imagine se encontrassem as digitais dela na garganta que foi estrangulada?
Nossa! Isso sim calaria a boca da população ignorante que julga precipitadamente. E falam que quem tem que julgar é Deus! Hipócritas! O Jesus Cristo deles disse: quem nunca pecou que atire a primeira pedra; e esse bando de burros, que após dois mil anos não aprenderam nada, vem a cometer os mesmos erros! Idiotas! Imbecis!
Mas devemos levar em conta que o excesso de informação das pessoas também compromete a leva de opiniões precipitadas.
E quem veicula isso? A mídia! Mídia que acusa! Impressionantemente bando de pessoas que não tem o mínimo de profissionalismo em respeitar os dados, e aditar suposições com especialistas.
Ou ainda, mídia ridícula que faz ronda na frente de uma casa, onde moram outras pessoas que não tem nada a ver com o fato.
Cito o programa de Sônia Abraão. Quando veiculou-se o Big Brother Brasil, cada programa era sobre esse assunto; durante cerca de 3 meses!!!!! E agora, a quase um mês, TODOS OS DIAS!, o seu programa traz a mesma manchete: Isabella!
Por fim só levo a acrescentar a falência de uma mídia mal formada e informada; um fato trágico; e que já encheu o saco ouvir sobre esse assunto!
Até o leilão das cuecas do Abadia é matéria mais interessante.
Deixem um espírito descansar em paz!
Deixem de manipular a massa de ignorantes por um caso que ainda não se resolveu!