segunda-feira, 24 de março de 2008

Preponderações entre o coração e o vazio




O coração é matéria feita de carne; dotada de caminhos dos quais saem sentimentos, emoções, virtudes, e sobretudo, sangue.


Sangue este que pulsa nas veias e faz com que o corpo permaneça quente. Sangue que pode machucar e infectar as demais partes do corpo; sangue que extravasa nos pulmões e lhes dá gás carbônico por uma troca egoísta com o sistemas em oxigênio e mais gás carbônico; cada dia mais gás carbônico!


São tantas as imprudências cometidas pelo homem; que apesar de ter um coração, acaba não o usando por grande parte da vida.


Ou ainda aquelas pessoas, que resolveram se abster dos sentimentos, e não mais sentir medo, ou dor, ou até mesmo amor; amor que é puro, que é verdadeiro.


Pois é, eu posso até dizer que sou uma dessas pessoas; mas acredito que o sangue que pulsa, tem sua hora de retorno; e como esse mecanismo eficaz, o amor tem seu tempo também.


Quisera eu ser um vampiro, dotado de frieza para com meus inimigos, dotado de vaidade para com minha beleza; dotado de poder para com a minha eternidade.


Compartilharia o gran eficaz cálice sagrado de minha estabilidade; e nem mesmo bulbos de alho poderiam me fazer chorar.


As cruzes cercadas são facilmente destruídas, mas e os grandes crucifixos que temos que carregar? Não será importante compartilhar para com eles descobrir o dom de se estar num mundo real. Um mundo que não é de vampiros, e que cedo ou tarde podemos vir a sentir algo; um mundo que nos pega de cheio nos confins das veias cárdias; que explode por sua aorta; e o filtra em meio à linfa; nada mais que água e sal; se fou feito de água e sal, que tal se isso me tornasse uma fonte de água benta, para eu me purificar a todo e qualquer palpitar.


Que tal se eu fosse um vampiro, revestido em águas sagradas, das quais não podiam m e matar. não haveriam mais cruzes ou crucifixos; e eu teria que controlar minha raiva para naum despedaçar o amor contido em meus irmãos.


Porque esse mundo não é de vampiros; é de seres vãos. Aqueles que se apaixonam, e morrem por amor; aqueles que dizem que o amor não é nada, mas sempre na vida se sentem perseguidos por ele.


Mas, te entrego um segredo. Os olhos dos vampiros são claros porque se encheram de águas sagradas, bendita linfa que exaspera em suas veias. E muitas vezes seus olhos são vermelhos; porque a explosão de suas paixões foi tamanha, que rompeu sua pupilas até sangrarem. Sim, os vampiros amam; mas sabem amar, como os homens, apenas os que trocaram o amor pelo rancor.

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