
Em suma com as psicoses abstratas de cada ser paranormal
Rego meus sonhos com vibrações
Ataco minhas ilusões com profundidade
E creio que me sinto bem
Não caberia postergar meu espírito à entidade que criei
Pois sou muito mais que esse Poltergeist!
Sou louco por minha natureza
Transcorro reverberações de meu ser
Não quero analisar mais minha mente
Quero liberar minhas fruições
E fazer o poder avançar
Colheres se rompem
Garfos que se partam
Espíritos voláteis
Energia Crucial
Não quero sentir a imagem do monstro
Eu o controlo com minha força
Minhas loucuras o criaram
Eu era maltratado e tive que me estripar
Aquele ódio sugou meus olhos
E eles perderam a cor
Minha boca foi trancafiada em linhas
Mas mesmo assim eu fui dotado de mãos
Para arrebatar uma força desconhecida
E abrir minha fala
Quero que me ouçam
Quero que me vejam
Ainda que eu levite
Ainda que eu não seja normal
Eu não vim aqui para ser só mais um
Que eu acabe num hospício
Num hospital
Ou a quinze metros abaixo da terra, queimado vivo e xingado de herege
Eu sei que em tempos serei lembrado
Faça-me um mártir e permita que louvem o meu ser
O Senhor de Palavras dita as regras enquanto a foice da virtude estiver em suas mãos
As demais, se contrárias terão voz e voto; mas sofrerão as conseqüências de novos períodos inférteis; de novas eras de desprazer; de novas vidas controladas; de novas idades obsoletas em pessamento, e miseráveis em poder paranormal.
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