sexta-feira, 18 de abril de 2008

Da Loucura Paranormal


Em suma com as psicoses abstratas de cada ser paranormal

Rego meus sonhos com vibrações

Ataco minhas ilusões com profundidade

E creio que me sinto bem


Não caberia postergar meu espírito à entidade que criei

Pois sou muito mais que esse Poltergeist!

Sou louco por minha natureza

Transcorro reverberações de meu ser


Não quero analisar mais minha mente

Quero liberar minhas fruições

E fazer o poder avançar


Colheres se rompem

Garfos que se partam

Espíritos voláteis

Energia Crucial


Não quero sentir a imagem do monstro

Eu o controlo com minha força


Minhas loucuras o criaram

Eu era maltratado e tive que me estripar

Aquele ódio sugou meus olhos

E eles perderam a cor

Minha boca foi trancafiada em linhas

Mas mesmo assim eu fui dotado de mãos

Para arrebatar uma força desconhecida

E abrir minha fala


Quero que me ouçam

Quero que me vejam

Ainda que eu levite

Ainda que eu não seja normal


Eu não vim aqui para ser só mais um

Que eu acabe num hospício

Num hospital

Ou a quinze metros abaixo da terra, queimado vivo e xingado de herege

Eu sei que em tempos serei lembrado

Faça-me um mártir e permita que louvem o meu ser


O Senhor de Palavras dita as regras enquanto a foice da virtude estiver em suas mãos

As demais, se contrárias terão voz e voto; mas sofrerão as conseqüências de novos períodos inférteis; de novas eras de desprazer; de novas vidas controladas; de novas idades obsoletas em pessamento, e miseráveis em poder paranormal.

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