
_ Aaaaaah! - gritava July se desfacelando como as framboesas da colheita nunca pegas; como as nozes caídas secas e não contempladas pelos esquilos.
July viu o corpo de Rob voar por cima do carro; e em meio a baixa visão de seus olhos encobertos pelo vento em seus cabelos, ela o viu rasgar-se pelo chão quebrando a perna; e machucando o rosto.
O carro de Bogher arrancou forte demais batendo com tudo na árvore logo à frente. A dianteira do carro foi enterrada junto com o corpo de Bob no tronco; e as gotas de geléia de cereja decaíram sobre a grama fresca.
July tentou levantar-se para socorrer Rob, mas perdeu seus sentidos completamente e voltou a cair ao chão. Havia sujado seu vestido vermelho de bolinhas brancas, e os caracóis de seus cabelinhos se despentearam com o impacto.
As ambulâncias gritaram.
July conseguiu ainda ver o borrão de Rob sendo levado numa maca; depois disso, foi sua vez.
Os corredores brancos do hospital estralavam as luzes em suas pupilas; como torrões de açúcar de confeiteiro que salpicado gerava gomos de embasso em sua íris. Não estava enxergando mais nada.
_ Ah! - suspirou e desmaiou.
No dia seguinte, July acordou na cama do hospital. Estava com os braços enfaixados e um pequeno curativo no rosto. Tentou chamar a enfermeira, mas esta não veio. Então, tentou levantar para conseguir alguma informação de Rob.
Conseguiu manter-se firme sobre suas pernas e foi até a saída.
Lá falou com uma enfermeira que a repreendeu por estar ali naquela situação; de capa e machucada.
Tentando empurrá-la para o quarto, a enfermeira acabou abrindo a porta do lado sem querer; e de lá July viu Rob.
_ Rob!
July correu até o quarto de Rob.
_ July! - ele disse sorrindo com metade do rosto enfaixado.
_ Você está bem?
_ Estou sim. Me sai bem dessa.
_ Quebrou algo?
_ Sim a perna esquerda; mas de resto nada, apenas alguns cortes.
_ Que bom! - e lhe deu um beijo no rosto.
_ É tão bom sentir seus lábios mais uma vez.
July sorriu.
_ E Bogher? - perguntou Rob.
_ Não sei... - e foi interrompida.
_ O rapaz no carro faleceu, senhor. - disse o médico ao entrar no quarto.
_ O que? - disse Rob desapontado.
_ Eu sinto muito.
_ Bob! Morto... - disse July colocando as mãos sobre a cabeça, desnorteada.
_ O choque do carro foi muito forte, ele morreu na hora.
July abraçou Rob chorando um pouco. E o dia não logrou ais nada.
July viu o corpo de Rob voar por cima do carro; e em meio a baixa visão de seus olhos encobertos pelo vento em seus cabelos, ela o viu rasgar-se pelo chão quebrando a perna; e machucando o rosto.
O carro de Bogher arrancou forte demais batendo com tudo na árvore logo à frente. A dianteira do carro foi enterrada junto com o corpo de Bob no tronco; e as gotas de geléia de cereja decaíram sobre a grama fresca.
July tentou levantar-se para socorrer Rob, mas perdeu seus sentidos completamente e voltou a cair ao chão. Havia sujado seu vestido vermelho de bolinhas brancas, e os caracóis de seus cabelinhos se despentearam com o impacto.
As ambulâncias gritaram.
July conseguiu ainda ver o borrão de Rob sendo levado numa maca; depois disso, foi sua vez.
Os corredores brancos do hospital estralavam as luzes em suas pupilas; como torrões de açúcar de confeiteiro que salpicado gerava gomos de embasso em sua íris. Não estava enxergando mais nada.
_ Ah! - suspirou e desmaiou.
No dia seguinte, July acordou na cama do hospital. Estava com os braços enfaixados e um pequeno curativo no rosto. Tentou chamar a enfermeira, mas esta não veio. Então, tentou levantar para conseguir alguma informação de Rob.
Conseguiu manter-se firme sobre suas pernas e foi até a saída.
Lá falou com uma enfermeira que a repreendeu por estar ali naquela situação; de capa e machucada.
Tentando empurrá-la para o quarto, a enfermeira acabou abrindo a porta do lado sem querer; e de lá July viu Rob.
_ Rob!
July correu até o quarto de Rob.
_ July! - ele disse sorrindo com metade do rosto enfaixado.
_ Você está bem?
_ Estou sim. Me sai bem dessa.
_ Quebrou algo?
_ Sim a perna esquerda; mas de resto nada, apenas alguns cortes.
_ Que bom! - e lhe deu um beijo no rosto.
_ É tão bom sentir seus lábios mais uma vez.
July sorriu.
_ E Bogher? - perguntou Rob.
_ Não sei... - e foi interrompida.
_ O rapaz no carro faleceu, senhor. - disse o médico ao entrar no quarto.
_ O que? - disse Rob desapontado.
_ Eu sinto muito.
_ Bob! Morto... - disse July colocando as mãos sobre a cabeça, desnorteada.
_ O choque do carro foi muito forte, ele morreu na hora.
July abraçou Rob chorando um pouco. E o dia não logrou ais nada.
Passou-se o dia em tristeza; mas no dia seguinte, July voltou para visitar Rob.
_ Bom dia!
_ Bom dia July! Como está?
_ Melhor!
_ Que bom!
_ Vou ter alta hoje.
_ É mesmo? Que ótimo, eu só em uma semana, até a perna melhorar.
_ Eu virei te buscar quando sair do hospital. - disse July muito feliz.
_ Eu vou adorar.
E os dois se beijaram.
No final da tarde, July saiu do hospital sem se despedir de Rob. Mas no dia seguinte voltou com um presente.
_ July! Foi embora sem se despedir de mim! - disse um pouco irritado.
_ Sim! Porque tinha algo especial para fazer!
_ O que é tão especial?
_ Isto! - disse mostrando a caixinha.
_ O que é?
_ Abra.
Rob abriu o pacote e encontrou seis tortinhas de frutas vermelhas polvilhadas com açúcar de confeiteiro, e recheadas de frutinhas e pasta de baunilha.
_ Que lindo, July!
_ Eu fiz para você!
Ele saboreou um dos doces e sentiu aquele amarguinho de morangos serem adocicados pelas amoras e framboesas.
_ Delicioso.
Nisso uma das enfermeiras entrou no quarto; era uma das espevitadas que criava amizade fácil, e ao olhar os docinhos quis logo um; pegou-o sem permissão e o levou à boca sem dó.
_ Mais que coisa maravilhosa!!! Tão gostoso! Você que fez querida?
_ Sim! - disse July um pouco lisonjeada.
_ Explêndido! Você deveria vender doces! É muito boa.
July pensou em algo.
_ O que passa nessa cabecinha? - perguntou Rob.
_ Nada. - e pôs-se a rir.
Enfim, cada dia que seguia, July voltava ao hospital trazendo novos doces cada vez mais apetitosos; e não só Rob os devorava, já que a comida do hospital era péssima. As enfermeiras iam todos os dias comprar doces e mais doces de July; que não parava de encher caixas e mais caixas a cada dia que voltava ao hospital.
E não só isso, passava em alguns quartos dando doces aos pacientes, claro na medida do possível dentro de cada dieta.
_ Minha querida, muito obrigado por trazer alegria a um velho solitário. - disse um senhor, muito carinhosamente a July.
_ De nada. Qual o nome do Senhor?
_ Donell!
_ Não tem ninguém no quarto; ninguém veio visitá-lo hoje?
_ Não, minha querida, sou um velho sozinho; ninguém mais se lembra de mim. - disse triste.
_ Ora, vamos! Eu virei todos os dias visitá-lo!
_ Seria ótimo! Mas não posso comer tudo isso todo dia; meu diabetes irá ao espaço!
_ Hahaha.
A alegria de July durou alguns dias; até que Rob teve alta do hospital.
_ Tenho que dizer adeus ao senhor Donell. Ele sempre foi uma ótima pessoa.
_ Vá sim, July. Nos encontramos lá embaixo.
July foi visitar Donell no quarto, e quando chegou teve a incrível surpresa de vê-lo de pé.
_ Sr. Donell! Que maravilha estar de pé!
_ Sim! Finalmente vou ter alta. Não aguentava mais ficar preso a essa cama.
_ Eu também estou indo embora; Rob teve alta hoje também.
O homem sorriu; depois olhou para o rosto delicado e rosado de July.
_ July; você sabe com o que trabalho?
_ Não, puxa! O senhor nunca me disse.
_ Sou dono do Sweet Donell.
_ Oh meu Deus! A maior doceria de Londres!
_ Exatamente! - e sorriu.
_ Eu adoro ficar na vitrine de lá olhando tantos e tantos docinhos!
_ Gostaria de convidá-la para trabalhar comigo.
July ficou espantada e balançou os cabelos com muita surpresa.
_ Sr. Donell! Que maravilhoso! Mas será que eu conseguirei dar conta?
_ Claro que sim! Não aceito um não como resposta.
_ Então tenho que dizer... Sim! Hahahaha.
_ Que bom! - e o velho sorriu.
July e o Sr. Donell desceram juntos pelo elevador; e lá embaixo, Rob a esperava com um buque enorme de rosas vermelhas e flores do campo. A garota ficou extremamente feliz; e abraçou o ramalhete com as duas mãos; depois beijando seu Rob; que reconstituíra os cordões dos violinos e poderia voltar a tocar.
Naquele instante, a vida de July havia mudado.
O destino a ajudou a perder aquilo que seria um erro; e lhe deu de presente a felicidade. Não só conseguiu alguém que a amasse, ainda que a paixão tenha sido à primeira vista; mas também o emprego que sempre quis.
Afinal; July, quando criança, havia descoberto cozinhando; que o amor é o ingrediente essencial em qualquer receita.
Fim.
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