segunda-feira, 12 de maio de 2008

Senhor de Duas Faces (Início)


No começo dos tempos, quando a terra, o mar e os céus foram criados, só havia um centro de poder; o Senhor de Duas Faces.

Durante a criação ele desencadeou outras forças de poder, dentre elas os comandos do bem e do mal dados a seus dois filhos: Luz e Escuro. Cada qual treinaram por séculos até alcançarem poder suficiente para domarem suas funções no mundo que viria a ser criado.

Ao atingirem os objetivos de seu pai passaram a ser chamados de Senhor da Luz e Senhor da Escuridão. Mas não tinham onde e em que usarem seus poderes, pois nada havia; apenas natureza.

Foi quando o Senhor de Duas Faces criou o ser vivo; humanos, fadas, gnomos, sereias, tritõe, elfos, bruxas, virtúrios, paranóicos, animais, monstros, anjos e divinos. Todos esses seres tinham aptidões diferentes, e ao serem jogados ao mundo se repartiram entre o Senhor do escuro e o da luz.

Tal fato começou a iniciar guerras demasiadas que provocaram a morte de centenas de seres, sejam humanos ou não. O Senhor de Duas Faces então enterveio criando três grandes imperadores: Hosdrick, Artropópolus e Nabucodonossor. Tais histórias têm suas peculiariedades, seguem ditames próprios; mas ainda com tais imperadores, por diversos motivos, não foi conseguido assegurar a paz; e seus filhos não temiam a morte, pois eram imortais; e jamais poderiam ser mortos, mesmo por que seu pai não os mataria.

Passou-se um tempo e o Senhor de Duas faces prosseguiu a quilômetros do Universo tentando encontrar alguma força que lhe pudesse dar paz ao menos à mente.

Possuia dois filhos que se aniquilavam, e não sabia nem ao menos quem era o bom ou o ruim.

Eis que sentiu, dos confins de galáxias desconhecidas, do outro lado do grande redumo de pó, a porta de sua chance.

Lá havia uma energia tão grande e tão desconhecida que ele a temeu; eis que tentou se comunicar.

De um espaço negro havia um turbilhão de luz rosa que se expandia a um monte no início das estrelas. Daquele monte se via uma taça coberta por uma tampa, de lá ele sentia aquele imenso poder.

_ Quem és? Aquele divino que nunca criei? Como podes ser isso, se desconheço de sua existência? - perguntou o senhor com os cabelos ao vento do sem ar.

A taça respondeu.

_ Sou tudo o que existe; trancafiado e sem interesse; escolho aquilo que quero, e vou onde quero ir. - disse rigidamente.

_ És maior que um Deus? Possui tamanhas liberdades!

_ Sou mais que tudo, pois sou tudo. Sou energia e vejo que tens algo a desabafar.

_ Estou condenado! - gritou o Senhor - Meus filhos degeneram tudo o que criei; e estão se matando.

_ O seu mundo foi criado com falhas. Deste a liberdade a quem não podia ser dotado de tal; e resplandeceu sentimentos subjetivos demais para seres sem poder algum.

_ Mas foram treinados!

_ O treinamento mostra sua degeneração, pois não nasceram puros.

_ Puros? - perguntou o homem de duas faces.

_ Aqueles que nascem puros são a concórdia do poder de resolução; dotados de armas eficazes e que saberão, sempre, qual o caminho certo a seguir; ainda que a explicação não seja momentânea.

_ O que devo fazer?

_ Prevejo uma tormenta em sua existência; mas creio que seus desejos serão satisfeitos; crie um ser puro; que este dará concórdia aos seres que tanto tens pena.

_ O que devo fazer?

O ser enigmático lhe contou em segredo tudo o que faria.

_ Já sabe o que tem que fazer; eu sou o poder total; sou tudo e todos; e escolho o ser puro para trazer concórdia ao seu mundo, ainda que levem anos.

_ Está decidido.


O Senhor de Duas Faces criou um ser puríssimo; uma mulher que seria esposa de Artropópolus, o imperador dos Divinos, e que seria incumbida de trazer a profecia da taça universal; do poder total. A ela, deu o nome de Bonjourier; a Rainha do dia, que traria a luz a si própria e à escuridão.

Bonjourier fazia visitas periódicas ao templo de Duas Faces e sempre se confessava e perguntava o porquê de sua criação; e qual a função de sua existência.

_ Com o tempo saberá.

Entretanto, ela nunca soube ao certo de sua existência, pois o fato a que foi criada ocorreu algum tempo depois.

Das profundezas do Inferno o filho bastardo do Senhor da Escuridão, que ainda não será estipulado na história, invejava o nascimento de um vampiro-demônio.

_Maldito que seja! - gritava batendo as mãos às paredes.

_ Acalme-se! Não tenha ódio de seu irmão. - disse o Senhor da Escuridão ao olhar aquela criança enxarcada em sangue e com os olhos brancos, a boca aberta com dentes pontiagudos.

Escuro olhava maravilhado.

_ Eis que você destruirá o mundo; a ti dou o nome de... Scoron! - e gargalhou em meio à lava jorrada quente pelos rios do submundo.


Aqueles tempos estavam se iniciando; a Era da Escuridão estaria por começar.

Aos momentos sucederam que Bonjourier cumpriu seu papel e conseguiu desencadear o poder total, mas o medo contagiou ao mundo criado, pois seu mestre desaparecera, quando o Senhor da Luz foi assassinado.

Bonjourier gritou ao momento.

_ Eu o matei! - urrando a plenos pulmões, praticamente sem um afago de ar.

E Scoron sorriu ao ser lançado pelo poder total às profundezas do Inferno.


Essa história é uma mitologia de "O Faisão da Luz" - meu livro que trará a continuação dessa história; não trarei continuação no blog; daqui alguns tempos, qualquer um poderá saborear dessa história, que espero tomar conta de suas mentes.

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